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Episódio 13

O balcão da sorte que já viu prémios e lágrimas de felicidade

Em Elvas, a Cidade Nova já vai na segunda geração. Os irmãos Paulo e Pedro Ortiz dão voz à décima terceira “História de Quem dá Sorte”.

A história da Papelaria Cidade Nova, em Elvas, começou em 1974, o ano da Revolução. “Esta firma já é do século passado”, começa por recordar Paulo Ortiz, o proprietário. Na altura, tudo se resumia a um café-restaurante com uma pequena secção de jornais. Pouco tempo mais tarde, surgiram os Jogos Santa Casa. “Primeiro o Totobola, depois o Totoloto”, lembra. Com os anos, juntaram-se o Placard, o Euromilhões, o EuroDreams, as lotarias e as raspadinhas, “uma panóplia de jogos” que foi diversificando a clientela.

Ao longo de cinco décadas, o estabelecimento acompanhou a transformação dos Jogos Santa Casa. “Apanhámos as passagens todas”, afirma Paulo, recordando o tempo em que os boletins eram preenchidos manualmente, registados e entregues à carrinha, muito antes da informatização do sistema.

Enquanto a tecnologia evoluía, a atividade também crescia. O pequeno espaço inicial foi ampliado e, mais tarde, deu origem a mais dois pontos de venda, até perfazer as três mediações que a família Ortiz gere atualmente.

Prémios que emocionam

Ao longo dos anos, a Cidade Nova registou vários prémios importantes. Um dos mais recordados foi o segundo prémio da Lotaria dos Reis, repartido por uma centena de pessoas: “Tocou seis mil euros a cada um”, recorda Paulo Ortiz. “Numa cidade pequena como a nossa, toda a gente ficou muito contente”, acrescenta Pedro Ortiz, irmão de Paulo.

Mas há outra história de que a família Ortiz nunca se esquece: a do M1lhão, que, apesar de não ter sido registado na Cidade Nova, foi ali descoberto por um cliente que o trazia no bolso há vários dias. A confirmação ficou a cargo de uma colaboradora da casa, que “se emocionou de tal forma que até chorou”, relembra Pedro. “Foi muito bem entregue o prémio, foi uma situação muito feliz”, resume Pedro.

Olhar para o futuro

Há histórias que se vivem ao balcão e que merecem ser contadas ao País. É isso que faz “Histórias de Quem dá Sorte”, iniciativa da Medialivre em parceria com os Jogos Santa Casa que, ao longo de vinte semanas, dá a conhecer mediadores de norte a sul. No 13.º episódio, Paulo e Pedro Ortiz mostram como um pequeno negócio se transformou numa referência em Elvas.

Cinco décadas depois da abertura da primeira loja, e com três pontos de venda em funcionamento, a Cidade Nova olha para o futuro. “Facilita um bocado quando já se tem um caminho percorrido, com alguns sucessos”, afirma Paulo. “Mas tentamos sempre adaptarmo-nos ao cliente, que já sabemos que isso é requisito”, acrescenta Pedro, explicando que há clientes aos quais lhes sai “um prémio bom, com um número específico, e depois pedem sempre a mesma lotaria”. “Somos uma loja de bairro, mas tentamos adaptar-nos ao cliente e dar-lhe aquilo que procura, dentro das normas da Santa Casa”, refere o mediador mais jovem.

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