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“Queremos humanizar e dar um rosto ao impacto real dos Jogos Santa Casa”
Conversa com

“Queremos humanizar e dar um rosto ao impacto real dos Jogos Santa Casa”

Mediadores dos Jogos Santa Casa são figuras de confiança nas comunidades onde vivem e trabalham. Ao partilhar as suas histórias cria-se uma ligação genuína, próxima e inspiradora com o público.

O projeto “Histórias de Quem dá Sorte” dá o pontapé de saída esta semana. Para conhecer melhor esta iniciativa falámos com Ricardo Lavos, diretor-geral do Departamento de Jogos.

Como surgiu a ideia do “Histórias de Quem dá Sorte”?

Mais de cinco séculos depois, a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa mantém a sua missão de melhorar a qualidade de vida dos cidadãos, adaptando as suas respostas sociais a cada momento histórico. A ideia do projeto nasce da necessidade de humanizar e, de forma autêntica, dar um rosto ao impacto real dos Jogos Santa Casa (JSC) a nível nacional.

Os Mediadores dos Jogos Santa Casa são figuras de confiança nas comunidades onde vivem e trabalham. Ao longo dos anos, eles participam nas pequenas histórias que surgem ao balcão: quem tenta a sorte sempre à mesma hora, quem só passa para dizer olá, quem partilha um bocadinho do que está a viver. Ao partilharmos histórias reais de quem ganha e sobretudo de quem vende, criamos uma ligação genuína, próxima e inspiradora com o público.

Os mediadores são muitas vezes o rosto dos Jogos Santa Casa nas comunidades locais. Que papel desempenham na relação de proximidade com os portugueses?

Os mediadores são o elo direto e físico entre a marca e a comunidade. Com uma rede de cerca de 5.400 pontos de venda — maioritariamente micro, pequenas e médias empresas familiares —, asseguram mais de 20 mil postos (diretos e indiretos) de trabalho e desempenham um papel vital na economia local e no combate ao jogo ilegal.

Além disso, são os embaixadores da missão social da instituição: importa recordar que cerca de 97% do valor das apostas regressa à sociedade sob a forma de prémios, impostos e financiamento a entidades que atuam na ação social, saúde, desporto e cultura em todo o país.

Para reforçar a transparência e a confiança na marca, o melhor caminho é mostrar onde é aplicado o dinheiro das receitas dos Jogos Sociais do Estado e quem são as pessoas por trás dos jogos.

Que critérios foram utilizados na escolha dos mediadores de cada episódio?

Procurámos assegurar a representatividade territorial, social e cultural de todo o país, espelhando a diversidade da nossa rede — desde o pequeno café numa localidade remota até à loja moderna num grande centro urbano. O critério fundamental foi a força humana e emocional de cada narrativa: selecionámos histórias marcantes de prémios que mudaram vidas, de tradições familiares e de relações de profunda cumplicidade entre os mediadores e as suas comunidades.

O projeto terá presença em televisão, imprensa, rádio e digital. Que benefícios traz esta abordagem multiplataforma para a valorização das histórias?

Uma estratégia multiplataforma garante que estas histórias ganhem a escala e a visibilidade necessárias para impactar diferentes gerações e perfis de portugueses. Permite-nos adaptar o formato da mensagem ao hábito de consumo de cada público, ampliando o alcance e o envolvimento com a marca.

No final das 20 semanas, qual seria para si o maior sinal de êxito do “Histórias de Quem dá Sorte”?

O maior sinal de sucesso será ver consolidada uma ligação emocional ainda mais forte entre os portugueses e a instituição, acompanhada pela perceção clara de que cada aposta nos Jogos Santa Casa se traduz num impacto real, positivo e transformador na vida das pessoas, mas também das comunidades locais.

Os mediadores desempenham um papel vital na economia local e no combate ao jogo ilegal.

Ricardo Lavos, Responsável JSC

Os mediadores dos JSC são os embaixadores da missão social da instituição: importa recordar que cerca de 97% do valor das apostas regressa à sociedade sob a forma de prémios, impostos e financiamento a entidades que atuam na ação social, saúde, desporto e cultura em todo o país.

Ricardo Lavos, Responsável JSC

5.400 pontos de venda tem a rede de mediadores dos Jogos Santa Casa, que asseguram mais de 20 mil postos de trabalho